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Filipe Toledo vence o Oakley Lowers Pro

Paulista ganhou o primeiro QS 10000 do ano derrotando o francês Jeremy Flores em casa por morar em San Clemente e Alejo Muniz assumiu a ponta do WSL Qualifying Series e vai defender a liderança do ranking no Quiksilver Pro Saquarema

 

[caption id="attachment_2044" align="aligncenter" width="500"]Podio Oakley Lower Pro 2015 Foto Sean Rowland / WSL Podio Oakley Lower Pro 2015 Foto Sean Rowland / WSL[/caption]

O paulista Filipe Toledo usou os aéreos para liquidar seus adversários nas ondas de Lower Trestles e festejar o terceiro título consecutivo do Brasil em etapas do Qualifying Series em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. O evento ficou dois anos sem ser realizado e voltou agora promovendo o primeiro QS 10000 da World Surf League, com Filipe faturando o prêmio máximo de 40 mil dólares derrotando o francês Jeremy Flores na bateria decisiva do sábado por 16,30 a 13,70 pontos. A segunda etapa de 10.000 pontos para o ranking do WSL Qualifying Series é no Brasil, o Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa terça-feira nas ondas poderosas da Praia de Itaúna, na Cidade do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

"Eu estava definitivamente muito animado esta semana por poder ficar com meus amigos e minha família aqui em San Clemente", disse Filipe Toledo. "Eu sinto uma energia muito boa quando estou com eles e acho que isso me deixou mais relaxado e tranquilo para poder competir me divertindo, só querendo fazer o meu melhor nas ondas. Eu me senti bem confortável, confiante para fazer as manobras e minhas pranchas também estavam incríveis. Foi tudo maravilhoso".

Esta foi a segunda vitória de Filipe Toledo nos quatro eventos que ele disputou este ano. A primeira foi na etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Gold Coast, Austrália, quando ele liderou o ranking mundial pela primeira vez. E com os 10.000 pontos recebidos pelo título em San Clemente, ele foi direto para a segunda posição no ranking do WSL Qualifying Series, que passou a ser liderado por Alejo Muniz. O catarinense assumiu a ponta com os 3.700 pontos que ele marcou pelo nono lugar, com a derrota para o havaiano Dusty Payne nas oitavas de final. Filipe atualmente mora na cidade de San Clemente e o Brasil já vinha de um bicampeonato nas últimas etapas do QS disputadas em Trestles, com Miguel Pupo em 2011 e Gabriel Medina em 2012.

Nas ondas de 2-4 pés que rolaram durante esta semana em Lower Trestles, Filipe usou o seu vasto repertório de aéreos acrobáticos para vencer todas as baterias do Oakley Pro Trestles que disputou. No sábado decisivo, começou o dia despachando Charles Martin, da Ilha Guadalupe, nas quartas de final. Depois passou pelo havaiano Dusty Payne e na final ganhou as duas maiores notas das bateria contra o francês Jeremy Flores, 8,30 e 7,83. Ele agora volta a se concentrar somente no Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que começa em 11 de maio e vai até o dia 22 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Filipe já está escalado para estrear na décima bateria com o também brasileiro Miguel Pupo e o australiano Matt Banting.

"O título mundial é definitivamente o que está na minha mente esse ano e eu não posso esperar para conseguir a camisa amarela (de líder do ranking) de volta", disse Filipe Toledo. "O campeonato no Brasil certamente vai ser incrível, com grande público para apoiar a gente, principalmente depois do título mundial do Gabriel (Medina) no ano passado. Vai ser uma loucura e não vejo a hora que chegue logo o evento, porque é muito bom competir no Brasil, ao lado da nossa torcida".

Filipe preferiu nem participar do Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade para manter o foco somente no Oi Rio Pro. Ao contrário, o vice-campeão do Oakley Lowers Pro, Jeremy Flores, bem como o também integrante da elite dos top-34 da World Surf League, Dusty Payne, que dividiu o terceiro lugar na Califórnia com o australiano Wade Carmichael, vão competir nas ondas da Praia de Itaúna antes da etapa brasileira do CT na capital do Rio de Janeiro. Aliás, quase metade do atual grupo que disputa o título mundial deste ano vai participar do QS 10000 de Saquarema, dezesseis no total.

SEIS MUDANÇAS NO G-10 - Os 10.000 pontos colocados em jogo nestas etapas com status máximo do WSL Qualifying Series são decisivos na briga pelas dez vagas para o seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo. Na Califórnia, o resultado do Oakley Lowers Pro modificou bastante o ranking, com seis mudanças de nomes no G-10. Os únicos que permaneceram na lista foram o catarinense Alejo Muniz, que vai defender a liderança do ranking no Quiksilver Pro Saquarema, o australiano Jack Freestone, que manteve a terceira posição, o norte-americano Kolohe Andino, que caiu do primeiro para o quarto lugar, e o australiano Stu Kennedy, que permaneceu em sexto.

Os finalistas Filipe Toledo e Jeremy Flores são as primeiras novidades, mas eles já estão entre os top-22 do CT que são mantidos na elite para o ano que vem e dispensam a classificação pelo QS. Os que passaram a figurar no G-10 foram o norte-americano Michael Dunphy em sétimo lugar no ranking, o australiano Wade Carmichael em oitavo, o cearense Michael Rodrigues em nono, o havaiano Dusty Payne em décimo, Charles Martin da ilha Guadalupe em 11.o e o francês Joan Duru em 12.o. Eles tiraram três brasileiros da zona de classificação, o pernambucano Ian Gouveia, o paulista Deivid Silva e o carioca Pedro Henrique, além do australiano Ryan Callinan, o taitiano Mateia Hiquily e o norte-americano Evan Geiselman.

Michael Rodrigues foi o único brasileiro a entrar no G-10 nos Estados Unidos, sem contar o novo vice-líder, Filipe Toledo. O cearense também é especialista em aéreos e as ondas de Lower Trestles estavam formando boas rampas para voar durante toda a semana. Ele também competiu no sábado decisivo do Oakley Lowers Pro e perdeu por pouco para o vice-campeão Jeremy Flores nas oitavas de final que abriram o último dia na Califórnia. O placar terminou em 16,77 a 16,50 pontos, com Michael Rodrigues dividindo o nono lugar com outros dois brasileiros, o paulista Miguel Pupo barrado pelo americano Tanner Gudauskas e o novo líder Alejo Muniz pelo havaiano Dusty Payne.

CAPITAL MUNDIAL DO SURF - Agora o Brasil se transforma na capital mundial do surf com os dois eventos mais importantes do calendário da World Surf League sendo realizados nas próximas semanas no Rio de Janeiro. O primeiro é o QS 10000 Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa na terça-feira e vai até domingo no Maracanã do Surf, como é conhecida a Praia de Itaúna pela potência das suas ondas. Depois, o Oi Rio Pro com os melhores surfistas do mundo disputando o quarto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour entre os dias 11 e 22 de maio na Barra da Tijuca. O palco principal é nas ondas do Postinho e uma estrutura alternativa estará instalada no Meio da Barra, próximo ao Posto 6, para ser utilizada se as ondas estiverem melhores.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 - 9 etapas:
1.o: Alejo Muniz (BRA) - 11.250 pontos
2.o: Filipe Toledo (BRA) - 10.000
3.o: Jack Freestone (AUS) - 9.750
4.o: Kolohe Andino (EUA) - 9.360
5.o: Jeremy Flores (FRA) - 8.400
6.o: Stu Kennedy (AUS) - 8.295
7.o: Michael Dunphy (EUA) - 7.750
8.o: Wade Carmichael (AUS) - 7.705
9.o: Michael Rodrigues (BRA) - 7.080
10.o: Dusty Payne (HAV) - 7.055
11.o: Charles Martin (GLP) - 6.360
12.o: Joan Duru (FRA) - 6.180
----------próximos sul-americanos até 100:
17: Ian Gouveia (BRA) - 5.030 pontos
22: Jessé Mendes (BRA) - 4.750
25: Deivid Silva (BRA) - 4.560
27: Pedro Henrique (BRA) - 4.355
29: Miguel Pupo (BRA) - 4.100
34: Thiago Camarão (BRA) - 3.630
42: Lucas Silveira (BRA) - 3.125
43: Miguel Tudela (PER) - 3.110
44: Hizunomê Bettero (BRA) - 3.090
45: Willian Cardoso (BRA) - 3.050
46: Luel Felipe (BRA) - 3.030
52: Jean da Silva (BRA) - 2.610
56: Alex Ribeiro (BRA) - 2.420
57: David do Carmo (BRA) - 2.400
59: Caio Ibelli (BRA) - 2.300
71: Alan Donato (BRA) - 2.040
72: Wiggolly Dantas (BRA) - 2.000
74: Victor Bernardo (BRA) - 1.955
76: Rafael Teixeira (BRA) - 1.930
79: Heitor Alves (BRA) - 1.870
81: Santiago Muniz (ARG) - 1.815
82: Krystian Kymerson (BRA) - 1.800
85: Tomas Hermes (BRA) - 1.700
88: Leandro Usuna (ARG) - 1.620
96: Robson Santos (BRA) - 1.500
98: Matheus Navarro (BRA) - 1.460
101: Marco Giorgi (URU) - 1.430

FINAL DO QS 10000 OAKLEY LOWERS PRO:
Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 16,13 pontos (notas 8,30+7,83) - US$ 40.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Jeremy Flores (FRA) com 13,70 pontos (7,20+6,50) - US$ 20.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 11.000 de prêmio:
1.a: Filipe Toledo (BRA) 17.24 x 13.27 Dusty Payne (HAV)
2.a: Jeremy Flores (FRA) 12.77 x 11.30 Wade Carmichael (AUS)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 7.000:
1.a: Filipe Toledo (BRA) 15.00 x 13.30 Charles Martin (GLP)
2.a: Dusty Payne (HAV) 17.67 x 9.66 Yadin Nicol (AUS)
3.a: Wade Carmichael (AUS) 15.73 x 14.50 Tanner Gudauskas (EUA)
4.a: Jeremy Flores (FRA) 16.37 x 14.23 Michael Dunphy (EUA)

OITAVAS DE FINAL - 9.o lugar com 3.700 pontos e US$ 4.300:
1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.94 x 14.90 Conner Coffin (EUA)
2.a: Charles Martin (GLP) 16.63 x 11.73 Stu Kennedy (AUS)
3.a: Dusty Payne (HAV) 17.14 x 16.90 Alejo Muniz (BRA)
4.a: Yadin Nicol (AUS) 13.16 x 7.47 Joan Duru (FRA)
5.a: Wade Carmichael (AUS) 14.67 x 13.34 Jack Freestone (AUS)
6.a: Tanner Gudauskas (EUA) 14.77 x 11.83 Miguel Pupo (BRA)
7.a: Michael Dunphy (EUA) 12.33 x 12.03 Adam Melling (AUS)
8.a: Jeremy Flores (FRA) 16.77 x 16.50 Michael Rodrigues (BRA)

BATERIAS DOS SUL-AMERICANOS NAS PRIMEIRAS FASES DO QS 10000 OAKLEY LOWERS PRO:

TERCEIRA FASE - 1.o e 2.o=Oitavas de Final / 3.o=17.o lugar com US$ 2.700 e 2.200 pontos:
1.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=16.13, 2-Charles Martin (GLP)=13.60, 3-Tanner Hendrickson (HAV)=11.23
3.a: 1-Alejo Muniz (BRA)=17.26, 2-Joan Duru (FRA)=14.16, 3-Ezekiel Lau (HAV)=13.43
5.a: 1-Jack Freestone (AUS)=17.54, 2-Miguel Pupo (BRA)=15.47, 3-Patrick Gudauskas (EUA)=13.50
7.a: 1-Adam Melling (AUS)=15.00, 2-Jeremy Flores=13.24, 3-Kelly Slater (EUA)=12.97
8.a: 1-Michael Rodrigues (BRA)=14.24, 2-Michael Dunphy (EUA)=11.00, 3-Ryan Callinan (AUS)=9.00

SEGUNDA FASE - Round of 48 - 3.o=25.o lugar (US$ 1.900 e 1.100 pts) / 4.o=37.o lugar (US$ 1.600 e 1.000 pts):
---------------realizada até a 10.a bateria na quinta-feira:
1.a: 1-Filipe Toledo (BRA), 2-Stu Kennedy (AUS), 3-Jadson André (BRA), 4-Lucas Silveira (BRA)
3.a: 1-Conner Coffin (EUA), 2-Tanner Hendrickson (HAV), 3-Heitor Alves (BRA), 4-Krystian Kymerson (BRA)
5.a: 1-Ezekiel Lau (HAV), 2-Yadin Nicol (AUS), 3-Jessé Mendes (BRA), 4-Granger Larsen (HAV)
6.a: 1-Davey Cathels (AUS), 2-Alejo Muniz (BRA), 3-Fredrick Patacchia (HAV), 4-Vasco Ribeiro (PRT)
7.a: 1-Jack Freestone (AUS), 2-Nathan Hedge (AUS), 3-Thiago Camarão (BRA), 4-Tim Reyes (EUA)
8.a: 1-Tanner Gudauskas (EUA), 2-Patrick Gudauskas (EUA), 3-Adrian Buchan (AUS), 4-Wiggolly Dantas (BRA)
9.a: 1-Wade Carmichael (AUS), 2-Miguel Pupo (BRA), 3-Kolohe Andino (EUA), 4-David do Carmo (BRA)
10.a: 1-Adam Melling (AUS), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Marc Lacomare (FRA), 4-Frederico Morais (PRT)
---------------baterias que abriram a sexta-feira:
11.a: 1-Kelly Slater (EUA), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Willian Cardoso (BRA), 4-Alex Ribeiro (BRA)

PRIMEIRA FASE - Round of 96 - 3.o=49.o lugar (US$ 1.000 e 600 pts) / 4.o=73.o lugar (US$ 750 e 550 pts):
---------------realizada até a 17.a bateria na quarta-feira:
1.a: 1-Filipe Toledo (BRA), 2-Tiago Pires (PRT), 3-Dion Atkinson (AUS), 4-Soli Bailey (AUS)
3.a: 1-Charles Martin (GLP), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Matt Wilkinson (AUS), 4-Luke Davis (EUA)
4.a: 1-Brent Dorrington (AUS), 2-Jadson André (BRA), 3-Deivid Silva (BRA), 4-Cahill Bell-Warren (AUS)
5.a: 1-Heitor Alves (BRA), 2-Marlon Lipke (PRT), 3-Sebastian Zietz (HAV), 4-Beyrick De Vries (AFR)
7.a: 1-Dusty Payne (HAV), 2-Krystian Kymerson (BRA), 3-Tomas Hermes (BRA), 4-Chris Ward (EUA)
9.a: 1-Yadin Nicol (AUS), 2-Davey Cathels (AUS), 3-Bino Lopes (BRA), 4-Glenn Hall (IRL)
11: 1-Alejo Muniz (BRA), 2-Jessé Mendes (BRA), 3-Tom Whitaker (AUS), 4-Ian Walsh (HAV)
12: 1-Vasco Ribeiro (PRT), 2-Ezekiel Lau (HAV), 3-Hizunomê Bettero (BRA), 4-Caio Ibelli (BRA)
13: 1-Thiago Camarão (BRA), 2-Patrick Gudauskas (EUA), 3-Thomas Woods (AUS), 4-Torrey Meister (HAV)
15: 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Nathan Hedge (AUS), 3-Noe Mar McGonagle (CRI), 4-José Ferreira (PRT)
16: 1-Adrian Buchan (AUS), 2-Tim Reyes (EUA), 3-Nathan Yeomans (EUA), 4-Santiago Muniz (ARG)
17: 1-Kolohe Andino (EUA), 2-Michael Rodrigues (BRA), 3-Mason Ho (HAV), 4-Takumi Yasui (JPN)
---------------baterias que abriram a quinta-feira:
18: 1-David do Carmo (BRA), 2-Adam Melling (AUS), 3-Carlos Munoz (CRI), 4-Marco Fernandez (BRA)
20: 1-Frederico Morais (PRT), 2-Miguel Pupo (BRA), 3-Connor O´Leary (AUS), 4-Sunny Garcia (HAV)
21: 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Jeremy Flores (FRA), 3-Kanoa Igarashi (EUA), 4-Ian Gouveia (BRA)
22: 1-Willian Cardoso (BRA), 2-Perth Standlick (AUS), 3-Italo Ferreira (BRA), 4-Gony Zubizareta (ESP)
23: 1-Ricardo Christie (NZL), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Ramzi Boukhiam (MAR), 4-Jean da Silva (BRA)

Filipe Toledo chega ao Brasil confiante em grande atuação na etapa do Rio de Janeiro o Oi Rio pro

[caption id="attachment_2017" align="aligncenter" width="500"]Filipe Toledo Oi Rio pro Rio de Janeiro Filipe Toledo chega ao Brasil confiante em grande atuação na etapa do Circuito Mundial de Surf, no Oi Rio pro no Rio de Janeiro[/caption]

Atual terceiro colocado no ranking mundial de surf e vencedor da etapa de abertura, na Austrália, o paulista Filipe Toledo chega ao Brasil nesta segunda-feira (4), confiante em uma grande atuação na etapa do Rio de Janeiro. O surfista mais jovem do Tour, aos 20 anos, tem como foco recuperar a liderança do Circuito.

“A ‘vibe’ é a mesma. Sempre tive vontade de vencer no Brasil e espero que seja desta vez”, diz o motivado Filipe. “Os treinos não param em busca dos meus objetivos”, reforça o atleta, que soma 15.700 no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015, com a vitória no Quiksilver Pro Gold Coast (garantindo na final incríveis 19,60, com um dez e um 9,60 sobre Julian Wilson), o quinto lugar no Rip Curl Pro Bells e a 25ª colocação no Drug Aware Margaret River Pro.

No ano passado, ele foi o 13º colocado na etapa carioca, mas demonstra entusiasmo. “A meta é melhorar sempre”, comenta Filipinho, destacando que o foco é para o WCT, mas no Brasil também participará do WQS SP Prime Maresias, onde foi o vencedor da edição inaugural do evento no ano passado.

Depois da etapa brasileira, ele participará das gravações do novo filme do amigo John John Florence, na costa do Rio de Janeiro. “Será uma megaprodução e foi uma honra ser convidado”, afirma Filipinho, que já está de olho nas próximas etapas, como Fiji, África do Sul e Teahupoo. “O trabalho é físico! Não temos muito tempo pra ficar viajando e treinando em outros picos, como gostaríamos, então só o tempo para nos trazer a experiência necessária”, diz.

PAI - E a experiência também vem sendo adquirida com orientação e apoio do pai, bicampeão brasileiro profissional de surf em 1991 e 95 e que hoje dedica-se à carreira do filho, como técnico e manager. “Ele me colocou na prancha pela primeira vez e, desde então, estamos juntos. Ele é meu mentor e sempre viaja comigo. Apenas algumas etapas não vai”, conta. “Isso me dá confiança, tranquilidade, principalmente por ele já ter sido surfista profissional. Tem ajudado bastante”, completa.

Filipe Toledo chega à São Paulo na segunda-feira pela manhã, para compromissos com patrocinadores. Na terça-feira segue para Ubatuba, onde nasceu e tem família e viaja para o Rio no dia 8. Atualmente, Filipinho, seus pais e irmãos moram em San Clemente, na Califórnia. O surf é feito nas praias T Street, Calafia e Trestles, além de Oceanside, Seaside e Blacks, em San Diego.

Filipe Toledo tem os patrocínios de Hurley, Nike, Monster Energy, Oakley, Sharpeye, Smoothstar e FCS.

Rip Curl Pro Bells Beach 2015

Não foi uma boa estreia com a lycra amarela de número 1 do ranking mundial e no feminino Silvana Lima não conseguiu vencer nem com a primeira nota 10 do campeonato




[caption id="attachment_1911" align="aligncenter" width="500"]Filipe Toledo (BRA) / Kirstin Scholtz / WSL Filipe Toledo (BRA) / Kirstin Scholtz / WSL[/caption]

O mar subiu em Bells Beach na quinta-feira e a primeira fase do Rip Curl Pro recomeçou as 13h00 em condições difíceis, com direitas volumosas de 4-6 pés, mas com poucas ondas boas entrando nas baterias disputadas no Bowl de Bells. Os três brasileiros que faltavam estrear no segundo desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 não conseguiram vencer suas baterias e terão que disputar a segunda fase. No feminino, Silvana Lima chegou até a tirar a primeira nota 10 do ano em Bells, mas também foi derrotada.

Miguel Pupo só surfou uma onda contra Joel Parkinson, depois Filipe Toledo estreou com a lycra amarela de número 1 do ranking mundial perdendo junto com Jadson André para outro australiano, Owen Wright. Já Silvana Lima salvou a pátria, mas nem com nota 10 conseguiu superar Sally Fitzgibbons, então só mesmo Gabriel Medina começou com vitória e passou direto para a terceira fase nas baterias da quarta-feira de ondas menores em Bells Beach.

Os outros seis brasileiros vão ter que encarar a primeira rodada eliminatória do Rip Curl Pro Bells Beach 2015. A segunda fase promete grandes disputas, pois dos doze primeiros colocados no ranking deste ano, apenas o vice-líder Julian Wilson e Jordy Smith venceram suas primeiras baterias. Ela já vai começar com os dois últimos surfistas que badalaram o sino da vitória na etapa mais tradicional do Circuito Mundial, o defensor do título Mick Fanning e Adriano de Souza, campeão em 2013. O adversário de Mineirinho é o ex-campeão mundial C. J. Hobgood. Depois tem Filipe Toledo de lycra amarela defendendo a liderança do ranking contra o havaiano Dusty Payne na quinta bateria.

Filipinho não teve uma boa estreia como número 1 do WCT em Bells Beach. Ele não conseguiu achar boas ondas na bateria dominada pelo australiano Owen Wright e terminou em último lugar, com o potiguar Jadson André ficando em segundo. Jadson agora terá que enfrentar o mesmo Miguel Pupo que o derrotou também na segunda fase da primeira etapa na Gold Coast. O novo duelo brasileiro entre os dois acontece na oitava bateria e na décima o paulista Wiggolly Dantas faz um confronto de estreantes na elite dos top-34 deste ano com o australiano Matt Banting. O outro novato do Brasil é o potiguar Italo Ferreira, que disputa a última vaga para a terceira fase com o havaiano Fredrick Pataccchia.

SILVANA NOTA 10 - Do Brasil, só quem brilhou na quinta-feira foi Silvana Lima. A cearense já era dona da única nota 10 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour com um aéreo perfeito em Snapper Rocks na Gold Coast, agora repetiu o feito atacando uma direita da série em Bells Beach de forma incrível, com a primeira manobra explosiva numa parte muito crítica da onda. No entanto, a australiana Sally Fitzgibbons foi impecável na escolha e pegou mais ondas boas para vencer com duas notas na casa dos 9 pontos, totalizando 18,37 pontos contra 17,67 da brasileira. Ainda assim, Silvana Lima continua sendo a única surfista a receber nota 10 na temporada feminina, duas vezes.

O Rip Curl Pro Bells Beach 2015 está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pela Fox Sports para a Austrália, com coberturas especiais também pelo MCS Extreme na França, EDGE Sports na China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios, com a TV Globo sendo a nova parceira da World Surf League no Brasil.

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL PRO BELLS BEACH - Viitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:
--------baterias realizadas na quarta-feira:
1.a: 1-Jeremy Flores (FRA)=15.33, 2-Wiggolly Dantas (BRA)=11.73, 3-Taj Burrow (AUS)=10.63
2.a: 1-Brett Simpson (EUA)=15.00, 2-Adriano de Souza (BRA)=14.33, 3-Kai Otton (AUS)=6.00
3.a: 1-Kelly Slater (EUA)=16.67, 2-Sebastian Zietz (HAV)=9.06, 3-Ricardo Christie (NZL)=7.73
4.a: 1-John John Florence (HAV)=15.33, 2-Italo Ferreira (BRA)=11.47, 3-C. J. Hobgood (EUA)=10.17
5.a: 1-Mason Ho (HAV)=13.13, 2-Mick Fanning (AUS)=13.10, 3-Freddy Patacchia Jr. (HAV)=13.00
6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=12.76, 2-Matt Banting (AUS)=11.83, 3-Joe Van Dijk (AUS)=8.23
7.a: 1-Jordy Smith (AFR)=14.33, 2-Keanu Asing (HAV)=13.44, 3-Adrian Buchan (AUS)=12.20
--------baterias que abriram a quinta-feira:
8.a: 1-Nat Young (EUA)=11.50, 2-Michel Bourez (TAH)=9.50, 3-Dusty Payne (HAV)=6.20
9.a: 1-Joel Parkinson (AUS)=12.33, 2-Glenn Hall (IRL) =8.74, 3-Miguel Pupo (BRA)=7.67
10: 1-Josh Kerr (AUS)=14.80, 2-Bede Durbidge (AUS)=13.77, 3-Adam Melling (AUS)=9.94
11: 1-Owen Wright (AUS)=13.90, 2-Jadson André (BRA)=11.63, 3-Filipe Toledo (BRA)=9.86
12: 1-Julian Wilson (AUS)=14.47, 2-Kolohe Andino (EUA)=14.37, 3-Matt Wilkinson (AUS)=8.57

SEGUNDA FASE - Vitória=Terceira Fase / Derrota=25.o lugar com 500 pontos:
1.a: Mick Fanning (AUS) x Joe Van Dijk (AUS)
2.a: Adriano de Souza (BRA) x C. J. Hobgood (EUA)
3.a: Taj Burrow (AUS) x Ricardo Christie (NZL)
4.a: Michel Bourez (TAH) x Keanu Asing (HAV)
5.a: Filipe Toledo (BRA) x Dusty Payne (HAV)
6.a: Kolohe Andino (EUA) x Glenn Hall (IRL)
7.a: Bede Durbidge (AUS) x Adam Melling (AUS)
8.a: Miguel Pupo (BRA) x Jadson André (BRA)
9.a: Adrian Buchan (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
10: Wiggolly Dantas (BRA) x Matt Banting (AUS)
11: Kai Otton (AUS) x Fredrick Patacchia (HAV)
12: Sebastian Zietz (HAV) x Italo Ferreira (BRA)

PRIMEIRA FASE DO RIP CURL WOMEN´S PRO BELLS BEACH:
1.a: 1-Bianca Buitendag (AFR)=10.76, 2-Malia Manuel (HAV)=10.33, 3-Laura Enever (AUS)=8.57
2.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=18.37, 2-Silvana Lima (BRA)=17.67, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=11.93
3.a: 1-Carissa Moore (HAV)=17.97, 2-Pauline Ado (FRA)=11.10, 3-Dimity Stoyle (AUS)=8.00
4.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=15.50, 2-Tatiana Weston-Webb (HAV)=12.50, 3-Alessa Quizon (HAV)=8.24
5.a: Tyler Wright (AUS), Johanne Defay (FRA), Sage Erickson (EUA)
6.a: Lakey Peterson (EUA), Courtiney Conlogue (EUA), Coco Ho (HAV)
------todos os resultados no www.worldsurfleague.com

 

Filipe Toledo Campeão do Quiksilver Pro Gold Coast 2015

Primeira vitória do ubatubense é conquistada com nota 10 na última onda que surfou na final contra o australiano Julian Wilson e Adriano de Souza e Miguel Pupo dividiram o terceiro lugar nas semifinais em Snapper Rocks na Austrália

 

O Brasil começa a temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour dominando o ranking mundial com a vitória espetacular de Filipe Toledo, 19 anos, no Quiksilver Pro Gold Coast e com os também paulistas Adriano de Souza, 28, e Miguel Pupo, 23, dividindo o terceiro lugar no primeiro desafio do ano na Austrália. O primeiro título de Filipinho em etapas do WCT foi conquistado de forma sensacional, com nota 10 na última onda surfada contra o australiano Julian Wilson, 26 anos, e com o maior placar do campeonato, 19,60 a 14,70 pontos. A vitória valeu um prêmio de 100.000 dólares e a liderança no primeiro ranking de 2015 com 10.000 pontos.

"Essa é a melhor sensação do mundo e estou muito feliz por começar o ano com vitória", disse Filipe Toledo. "Só Deus e minha família sabem o quanto eu tenho treinado para estar aqui hoje (sexta-feira), tanto física como mentalmente. Eu estava muito confiante durante todo o evento e quero dedicar esta vitória ao meu pai (o bicampeão brasileiro Ricardo Toledo) e toda a minha família que sempre está junto comigo me dando força. Só sei que este será um grande ano para os brasileiros e provamos isso aqui em Snapper Rocks".

[caption id="attachment_1851" align="aligncenter" width="801"]Filipe Toledo é o novo campeão do Quiksilver Pro Gold Coast Filipe Toledo (SP)/
Kirstin Scholtz / WSL[/caption]

O ubatubense Filipe Toledo, que atualmente mora na Califórnia (EUA), agora vai competir na próxima etapa, o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 01 a 12 de abril, com a lycra amarela de número 1 do mundo, que desde o ano passado vinha sendo usada pelo campeão mundial Gabriel Medina. Já no Roxy Pro Gold Coast, a havaiana Carissa Moore, 22 anos, bateu a defensora do título, Stephanie Gilmore, 27, também com duas notas acima de 9 pontos para começar o ano em primeiro no ranking e Silvana Lima, 30, terminou em quinto lugar nas quartas de final.

"É incrível a multidão que lotou a praia hoje. Eu nunca tinha recebido tanto entusiasmo, tantos aplausos, foi realmente emocionante", disse Carissa Moore. "A Stephanie (Gilmore) é uma surfista incrível e tenho certeza que ela vai faminta pra vencer a próxima etapa em Bells Beach. Estou muito feliz pela vitória e também porque vou voltar a competir com a camisa amarela, que é a minha cor favorita. Agora quero aproveitar um pouco pra curtir, mas logo volto ao trabalho pra me preparar para Bells".

Entre os homens, o confronto Brasil e Austrália marcou o Quiksilver Pro Gold Coast deste ano. Dos doze surfistas que passaram para a quarta fase, cinco eram brasileiros e cinco australianos. Entre os oito que se classificaram para as quartas de final que abriram a sexta-feira, metade era do Brasil e metade da Austrália. Mas, os brasileiros foram maioria nas semifinais com três surfistas e na grande final Filipe Toledo brilhou mais uma vez com seu incrível repertório de manobras modernas e progressivas, tanto usando a borda da prancha com fluidez e velocidade, como nas aéreas que são uma especialidade de mais um grande talento do surfe brasileiro que vem assombrando o mundo com performances fantásticas nas baterias.

Nas direitas de Snapper Rocks, ninguém surfou como Filipe Toledo, que na quinta-feira já havia batido todos os recordes do campeonato quando derrotou a sensação do surfe norte-americano, Kolohe Andino, por 18,50 pontos com nota 9,67 da sua melhor onda. Na sexta-feira, começou o dia despachando o australiano Bede Durbidge por 17,34 a 16,23 pontos nas quartas de final. Depois, usou os aéreos para ganhar o duelo verde-amarelo com Adriano de Souza por 17,23 a 10,34. E na grande final, atingiu impressionantes 19,60 pontos com a única nota 10 do Quiksilver Pro Gold Coast para fechar a sua primeira vitória em etapas do WCT.

"Esta minha última onda foi realmente incrível e fiquei muito contente pelos juízes terem me dado nota 10", disse Filipe Toledo. "O ano passado foi fantástico para o Brasil, com o Gabriel (Medina) deixando todos nós orgulhosos pelo título mundial. A conquista dele foi definitivamente uma grande motivação para mim, pois mostrou que podemos chegar lá também. Agora eu sou o número 1 do mundo, nem consigo acreditar, estou muito feliz. E a torcida brasileira é sensacional. Não importa o tempo, se está Sol ou chovendo, eles estão sempre nas praias torcendo pra gente e eu adoro o povo brasileiro".

PRIMEIRA VITÓRIA - A última bateria na sexta-feira de praia superlotada em Snapper Rocks foi mais um show de Filipe Toledo. Ele largou na frente numa boa direita que valeu nota 8,0. Enquanto o australiano ficava pacientemente esperando por uma onda boa, o brasileiro foi pegando as que ele deixava passar e uma delas abriu a parede para somar um 6,0 nas duas notas computadas. Julian Wilson demorou 12 minutos para surfar sua primeira onda e começou forte, mas errou a segunda manobra. Logo entra outra série de direitas e Filipe vem primeiro com uma combinação de três manobras explosivas cravando a borda da prancha para abrir grandes leques de água na onda. Julian surge na de trás também detonando a onda e finaliza com um aéreo reverse, mesma arma que usou para superar Miguel Pupo na semifinal.

Foram duas ótimas apresentações e a nota do australiano saiu primeiro, 9,10. Mas a do brasileiro valeu 9,60 para manter uma boa vantagem de 8,51 pontos nos dez minutos finais da bateria. Na série seguinte, Filipe arrisca o aéreo, mas erra a manobra, assim como seu adversário na onda dele. Logo Filipe pega outra boa onda que abriu a parede para ele usar o seu estoque de manobras variadas com pressão e velocidade, incluindo um aéreo 360 com alto grau de dificuldade para ganhar 9,17 dos juízes. Com ela, Filipe já aumentava o seu próprio recorde de maior placar do ano no WCT para 18,77 pontos.

Julian Wilson passou a precisar de uma nota 9,67 nos 5 minutos finais para impedir a segunda vitória consecutiva do Brasil no Quiksilver Pro Gold Coast. Ou seja, só um aéreo muito espetacular para isso. Só que foi Filipinho quem deu mais um espetáculo, estendendo o limite das manobras executadas com muita pressão, lincando uma na outra e acertando outro aéreo rodando incrível para confirmar a sua primeira vitória no WCT com nota 10 dos juízes.

MAIS BRASIL NO TOPO - A temporada 2015 começa como terminou a do ano passado, com o Brasil no topo do surfe mundial. Depois da festa pelo inédito título mundial de Gabriel Medina no Havaí, agora foi Filipe Toledo que brilhou na Austrália. Em Banzai Pipeline, o australiano Julian Wilson carimbou a faixa do brasileiro na decisão do Billabong Pipe Masters, mas na Gold Coast ele só conseguiu impedir uma final verde-amarela em plena Snapper Rocks, quando derrotou Miguel Pupo nas semifinais. No entanto, o australiano não foi páreo para o melhor surfista do campeonato, Filipe Toledo, que largou na frente na corrida pelo título de campeão mundial da World Surf League.

A sexta-feira decisiva já foi iniciada com uma bateria 100% brasileira abrindo as quartas de final e Miguel Pupo ganhou por pouco do melhor estreante na elite dos top-34 do WCT nesta primeira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015, Wiggolly Dantas. O duelo terminou com uma diferença de apenas 3 centésimos no placar encerrado em 13,70 a 13,67 pontos. Depois Julian Wilson ganhou o confronto australiano com Taj Burrow e Adriano de Souza despachou o tricampeão mundial Mick Fanning, antes de Filipe Toledo dar o seu primeiro show contra o veterano Bede Durbidge.

Nas semifinais, o primeiro classificado só foi anunciado depois de um longo suspense pelas notas das últimas ondas surfadas no minuto final por Julian Wilson e Miguel Pupo, que liderou toda a bateria. O australiano só pegou duas ondas, na primeira ganhou nota 8,43 e na última tirou 7,83 dos juízes. O brasileiro tinha começado com nota 7,17 e estava na frente com o 7,37 da sua quarta onda, então ficou precisando de 8,89 pontos para vencer e recebeu nota 8,23. Na semifinal brasileira, Filipe Toledo largou na frente com 7,83 na primeira onda que acertou dois aéreos e sacramentou a vitória com o 9,40 de mais uma incrível apresentação nas direitas de Snapper Rocks.

MR. GOLD COAST DO BRASIL - Depois de brilhantes atuações, desta vez Adriano de Souza foi vítima do longo intervalo entre as séries que marcou o último dia do Quiksilver Pro. Ele não conseguiu achar as ondas que vinha pegando nas baterias anteriores e repetiu o mesmo terceiro lugar do ano passado, quando também ficou a um passo da decisão do título. Mesmo assim, Mineirinho é o verdadeiro Mr. Gold Coast do Brasil.

Esta foi a sua décima participação nesta etapa que abre a temporada na Austrália e na metade delas chegou as semifinais. Isso aconteceu logo no seu primeiro ano em 2006, quando também não passou para a grande final. Em 2009 e 2012 ele conseguiu, porém terminou como vice-campeão. E agora em 2014 e 2015 ficou em terceiro lugar, mais uma vez começando bem a temporada entre os top-5 do mundo.

BRASIL NOTA 10 - Se no Quiksilver Pro Gold Coast, a primeira nota 10 do campeonato só saiu na última onda surfada por Filipe Toledo, no Roxy Pro a única nota máxima das meninas também só foi conseguida pela representante do Brasil, Silvana Lima, quando completou um aéreo rodando perfeito para despachar a australiana Sally Fitzgibbons na briga por uma vaga nas quartas de final. A cearense está retornando ao grupo das top-17 do WCT feminino esse ano e estreou carimbando a faixa da hexacampeã mundial Stephanie Gilmore na primeira fase.

Depois voltou a enfrentar a australiana na outra rodada classificatória, com a defensora do título vingando a derrota. E ainda teve o tira-teima que aconteceu nas quartas de final que abriram a sexta-feira. A brasileira até começou bem a bateria com nota 8,0, mas perdeu muito tempo esperando por outra onda boa, enquanto Gilmore foi mais ativa surfando mais ondas para conquistar a classificação para as semifinais. Silvana Lima terminou em quinto lugar com 5.200 pontos no ranking que passou a ser liderado pela havaiana Carissa Moore, após a vitória sobre a australiana na grande final.

PRÓXIMAS ETAPAS - Carissa Moore agora vai defender os títulos das duas próximas etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. No ano passado, a havaiana ganhou o Rip Curl Pro Bells Beach e também o Drug Aware Margaret River Pro em duas decisões contra a australiana Tyler Wright. Como na Gold Coast, as duas provas serão disputadas pelos homens e pelas mulheres. O Rip Curl Pro está marcado para os dias 01 a 12 de abril nas direitas geladas de Bells Beach e no dia 15 já começa o prazo de Margaret River que vai até 26 de abril.

RESULTADO FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:
Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,60 pontos (notas 10.00+9.60) - US$ 100.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 14,70 pontos (9.10+5.60) - US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:
1.a: Julian Wilson (AUS) 16.26 x 15.60 Miguel Pupo (BRA)
2.a: Filipe Toledo (BRA) 17.23 x 10.34 Adriano de Souza (BRA)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000:
1.a: Miguel Pupo (BRA) 13.70 x 13.67 Wiggolly Dantas (BRA)
2.a: Julian Wilson (AUS) 17.44 x 11.17 Taj Burrow (AUS)
3.a: Adriano de Souza (BRA) 15.07 x 13.23 Mick Fanning (AUS)
4.a: Filipe Toledo (BRA) 17.34 x 16.23 Bede Durbidge (AUS)

RESULTADO FINAL DO ROXY PRO GOLD COAST:
Campeã: Carissa Moore (HAV) por 18,43 pontos (notas 9.40+9.03) - US$ 60.000 e 10.000 pontos
Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 15,50 pontos (8.33+7.17) - US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 16.250 de prêmio:
1.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.26 x 11.53 Tatiana Weston-Webb (HAV)
2.a: Carissa Moore (HAV) 16.86 x 16.06 Tyler Wright (AUS)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 12.250:
1.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) 14.23 x 11.93 Malia Manuel (HAV)
2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.00 x 14.17 Silvana Lima (BRA)
3.a: Tyler Wright (AUS) 15.33 x 13.40 Courtney Conlogue (EUA)
4.a: Carissa Moore (HAV) 17.67 x 15.03 Lakey Peterson (EUA)

CALENDÁRIO DO SAMSUNG GALAXY WORLD SURF LEAGUE CHAMPIONSHIP TOUR 2015:
1.a: Fev 28-11: Quiksilver Pro Gold Coast em Snapper Rocks, Gold Coast - Austrália
2.a: Abr 01-12: Rip Curl Pro Bells Beach em Bells Beach, Victoria - Austrália
3.a: Abr 15-26: Drug Aware Margaret River Pro em Surfers Point, Margaret River - Austrália
4.a: Mai 11-22: Rio Pro no Postinho da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil
5.a: Jun 07-19: Fiji Pro em Cloudbreak e Restaurants na Ilha de Tavarua - Fiji
6.a: Jul 08-19: J-Bay Open em Supertubes, Jeffreys Bay - África do Sul
7.a: Ago 14-25: Billabong Pro Teahupoo em Teahupoo, Taiarapu Ouest - Taiti
8.a: Set 09-20: Hurley Pro at Trestles em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia - Estados Unidos
9.a: Out 06-17: Quiksilver Pro France em Hossegor, Landes - França
10: Out 20-31: Moche Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche, Cascais - Portugal
11: Dez 08-20: Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, Oahu - Havaí

CALENDÁRIO DO WSL SAMSUNG GALAXY WOMEN´S CHAMPIONSHIP TOUR 2015:
1.a: Fev 28-11: Roxy Pro Gold Coast em Snapper Rocks, Gold Coast - Austrália
2.a: Abr 01-12: Rip Curl Women´s Pro Bells Beach em Bells Beach, Victoria - Austrália
3.a: Abr 15-26: Drug Aware Margaret River Pro em Surfers Point, Margaret River - Austrália
4.a: Mai 11-22: Rio Women´s Pro no Postinho da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil
5.a: Mai 31-05: Fiji Women´s Pro em Cloudbreak e Restaurants na Ilha de Tavarua - Fiji
6.a: Set 09-20: Trestles Women´s Pro em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia - Estados Unidos
7.a: Set 22-28: Cascais Women´s Pro Portugal na Praia do Guincho, Cascais, Estoril - Portugal
8.a: Out 06-17: Roxy Pro France em Hossegor, Landes - França

9.a: Nov 22-06: Maui Women´s Pro em Honolua Bay, Maui - Havaí

Por:João Carvalho

 

Filipe Toledo é o campeão do O´Neill SP Prime em Maresias

Paulista comandou o show de aéreos em São Sebastião para faturar o título na final contra o australiano Matt Banting na etapa do ASP Prime apresentada pelo Guaraná Antarctica na praia mais badalada do litoral norte paulista


 

[caption id="attachment_1557" align="alignleft" width="300"]Filipe toledo Filipe toledo[/caption]

Com apresentações incríveis, tirando as maiores notas com seu arsenal de aéreos sensacionais, o paulista Filipe Toledo dizimou seus adversários para faturar o prêmio de 40 mil dólares do título no O´Neill SP Prime apresentado pelo Guaraná Antarctica em São Sebastião. Ele dominou a lista de recordes do campeonato iniciado na segunda-feira e no sábado decisivo continuou voando nas ondas da Praia de Maresias, que ficou superlotada no último dia para vibrar com a vitória brasileira na etapa que fechou a "perna sul-americana" de fim de ano da ASP South America. A grande final também valia a liderança isolada no ranking do ASP Qualification Series e Filipinho não deu qualquer chance para Matt Banting, derrotando o australiano por 19,04 a 15,40 pontos com notas 9,17 e 9,87 dos aéreos mais espetaculares que acertou para o delírio do público que vibrava intensamente a cada onda do surfista de Ubatuba que atualmente mora na Califórnia, Estados Unidos.

"É muita felicidade e estou muito amarradão com esse crowd (multidão) aqui, essa galera lotando a praia a semana toda foi maravilhoso, todo mundo torcendo, dava pra sentir isso lá dentro d´água e foi demais", vibrou Filipe Toledo. "Eu só tenho que agradecer a Deus por tudo que aconteceu comigo nesta semana aqui. Eu surfei bem todas as baterias, sempre tirando notas altas, minha família está toda aqui me ajudando, me apoiando, isso não tem preço. Esse campeonato para mim foi um dos melhores da minha vida. Eu vi que os juízes estavam valorizando os aéreos, então arrisquei mesmo essa manobra em todas as baterias e deu tudo certo. Estou muito feliz pela vitória e agora vamos com tudo pro Havaí. Como já estou garantido no WCT do ano que vem, vou competir lá bem mais tranquilo e espero manter este ritmo nos campeonatos lá também. Valeu galera, obrigado Brasil".

No sábado, as ondas em Maresias estavam pequenas, mas com as séries de 2-3 pés entrando com boa formação principalmente para os aéreos, que novamente arrancaram as maiores notas do dia. Foi voando que Filipe Toledo passou pelo australiano Jack Freestone nas quartas de final por 15,67 a 9,77 pontos, depois atropelou o costa-ricense Carlos Muñoz com uma sonora goleada de 18,43 a 3,93 pontos nas semifinais e manteve o ritmo na grande final, também acertando aéreos de frontside nas direitas e de backside nas esquerdas de Maresias para conquistar sua segunda vitória em etapas do ASP World Prime esse ano. Antes do O´Neill SP Prime, Filipinho já havia vencido o tradicional US Open of Surfing na Califórnia, derrotando o catarinense Willian Cardoso numa final verde-amarela em Huntington Beach.

"Ganhar lá na Califórnia com uma multidão lotando a praia foi muito bom, me deu um novo ânimo na temporada, agora vencer aqui em casa com praia lotada também, foi demais, não tenho nem palavras para descrever o que estou sentindo, é muita emoção", falou Filipe Toledo. "Desde o início do campeonato eu já pensava numa vitória aqui, então a missão foi cumprida. Eu fiz o que eu tinha que fazer e agora é ir pro Havaí tranquilo, na boa, fazer o meu trabalho lá, pegar as ondas e tentar surfar uns tubos em Pipeline também. Espero que dê tudo certo para os brasileiros que estão brigando para entrar no WCT lá e que o Gabriel (Medina) conquiste o título mundial para fechar esta ótima temporada dos brasileiros no Circuito Mundial".

Em comparação a Filipe Toledo, o caminho do australiano Matt Banting até a final foi mais tortuoso, enfrentando duas novidades do Brasil para a elite mundial dos top-34 do WCT do ano que vem. Na primeira bateria do sábado, ele ganhou uma disputa direta pela liderança no ranking do ASP Qualification Series contra o paulista Wiggolly Dantas, de Ubatuba como o campeão Filipe Toledo. Depois, Banting encarou o potiguar Italo Ferreira e o australiano novamente pegou as melhores ondas para usar a sua variedade de manobras modernas na vitória sobre o surfista que vinha sendo a sensação do campeonato, principalmente depois de derrotar duas vezes o número 1 do mundo, Gabriel Medina, na casa dele. Matt Banting só não conseguiu mesmo acompanhar o forte ritmo de Filipe Toledo e terminou como vice-campeão no ASP Prime de São Sebastião, faturando 20 mil dólares e 5.200 pontos.

"É muito difícil enfrentar o Filipe (Toledo) nestas condições de mar. Ele pegava qualquer ondinha, mandava o aéreo e só tirava notas acima de nove, assim fica difícil", concordou Matt Banting. "Para mim, foi muito bom fazer a final aqui, foi a minha primeira final em etapas do ASP World Prime e estou feliz pelo segundo lugar também, pois é um grande resultado em um evento com tantos nomes importantes. Hoje (sábado) não tinha muitas ondas boas pra manobras, estavam melhores para os aéreos mesmo e ninguém estava surfando como o Filipe (Toledo) nestas ondas. Cada um que ele completava a praia inteira gritava num barulho gigante. Foi bonito de ver tanta gente na praia torcendo e agora vamos pro Havaí já fazer uma preparação para o WCT do ano que vem".

SEMIFINALISTAS - Mesmo sendo eliminados nas semifinais, o potiguar Italo Ferreira e o costa-ricense Carlos Munoz ficaram felizes pela terceira colocação no O´Neill SP Prime, com cada um faturando um prêmio de 11 mil dólares e marcando 4.225 pontos no ASP Qualification Series. Italo Ferreira derrubou um dos favoritos ao título na Praia de Maresias, Julian Wilson, nas quartas de final, com Carlos Munoz despachando o também australiano Nathan Hedge no duelo seguinte. Na disputa pelas vagas na grande final, Italo Ferreira acabou sendo batido por 14,27 a 9,53 pontos por Matt Banting e Carlos Munoz não teve qualquer chance contra um inspirado Filipe Toledo, que chegou a acertar dois aéreos na mesma onda para vencer por uma larga vantagem de 18,43 a 3,93 pontos.

"Eu não consegui achar boas ondas na semifinal, mas estou feliz porque consegui atingir meu objetivo aqui, que era garantir minha vaga no WCT antes das etapas finais no Havaí", disse Italo Ferreira. "Eu apostei nas esquerdas, mas não deu certo. Ele (Matt Banting) escolheu surfar as direitinhas e se deu bem ali, porque elas abriram mais para as manobras. Quando eu decidi ir para as direitas já era tarde, não deu tempo de reagir, mas mesmo assim estou amarradão pelo terceiro lugar, que já é o meu melhor resultado esse ano".

Carlos Muñoz também ficou satisfeito porque agora tem uma chance real de classificação para o WCT nas etapas finais do ASP Qualification Series no Havaí. "Sim, estou bastante feliz com as minhas performances aqui, achei que surfei bem nas várias condições do mar e contra o Filipe (Toledo) eu não pude fazer nada, ele pegou todas as ondas boas que entraram na bateria e deu um show", destacou Carlos Munoz. "Agora sei que minhas chances de entrar no WCT aumentaram e vou para o Havaí com mais gana, mais vontade e espero surfar bem lá também para conseguir os resultados que preciso para entrar na lista dos dez que sobem pelo QS".

QUARTAS DE FINAL - Derrotados na quartas de final, o paulista Wiggolly Dantas e os australianos Julian Wilson, Jack Freestone e Nathan Hedge, dividiram a quinta posição no O´Neill SP Prime, com cada um levando 7 mil dólares de prêmio e marcando 3.320 pontos no ranking que classifica dez surfistas para completar a elite dos top-34 do WCT para o ano que vem. O resultado da última etapa importante antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, que começa nesta próxima semana em Haleiwa Beach, provocou três mudanças de nomes no G-10 do ASP Qualification Series. 

O australiano Julian Wilson saltou da 23.a para a décima posição no ranking, mas ele ainda está garantindo sua permanência entre os 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem. Julian é um dos quatro surfistas que estão dispensando a vaga do QS no momento. Os outros são o novo líder do ranking, Filipe Toledo, e os também brasileiros Jadson André e Adriano de Souza, que ocupam a quarta e sexta posições, respectivamente. Com isso, o ASP Qualification Series está classificando até o 14.o colocado, Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

G-10 PARA O WCT 2015 - As novidades no G-10 com o resultado do O´Neill SP Prime são o australiano Jack Freestone, que subiu do 24.o para o 11.o lugar com a quinta posição em São Sebastião, e o francês Joan Duru, que foi eliminado em nono lugar na quinta-feira, mas já havia garantido a 13.a posição no ranking, sendo o penúltimo na lista dos dez que será definida nas duas provas do ASP World Prime no Havaí, em Haleiwa e Sunset Beach, na ilha de Oahu. Na etapa que fechou a "perna brasileira de fim de ano" da ASP South America na Praia de Maresias, eles tiraram as vagas do neozelandês Ricardo Christie e do catarinense Willian Cardoso.

No momento, quatro brasileiros, três australlianos, um havaiano, um francês e um surfista de Guadalupe, fazem parte do G-10, com três deles já confirmados para o WCT do ano que vem, o australiano Matt Banting e os brasileiros Wiggolly Dantas e Italo Ferreira. Os demais ainda vão precisar de resultados na Tríplice Coroa Havaiana para garantir seus nomes e a briga pelas últimas vagas promete ser intensa. A relação dos que vão defender posições no G-10 é formada pelo australiano Adam Melling em sétimo lugar no ranking, o catarinense Tomas Hermes em oitavo, o havaiano Keanu Asing em nono, o australiano Jack Freestone em 11.o, o paulista Jessé Mendes em 12.o, o francês Joan Duru em 13.o e Charles Martin de Guadalupe em 14.o.

FESTAS E SHOWS - Além das disputas por pontos decisivos na corrida pelas vagas no WCT de 2015, a etapa mais importante da "perna brasileira de fim de ano" da ASP South America também programou várias atrações para o público que lotou a Praia de Maresias para assistir os melhores surfistas do mundo. A Festa de Abertura aconteceu no sábado passado, 1.o de novembro, no Morocco Bar e no sábado das finais do evento o agito começou na praia mesmo, com um Festival de Música aberto ao público no final de tarde logo após o encerramento da competição, com a banda CPM 22 como principal atração. Depois, à noite, ainda teve a Festa de Encerramento do O`Neill SP Prime no Sirena Club em Maresias.

SOBRE A O´NEILL - A marca O´Neill foi criada em 1952 na Califórnia, Estados Unidos, pelo jovem surfista na época, Jack O´Neill, no seu desejo de estender suas sessões de surfe nas águas geladas do norte da Califórnia. Pioneira na produção de roupas de neoprene (wetsuit) no mundo, a primeira loja O´Neill foi aberta na garagem da casa de Jack. Foi ele quem também inventou as cordinhas para amarrar as pranchas na perna e até a primeira bermuda sem costura especialmente para os surfistas. A marca hoje pode ser encontrada em 85 países e a O´Neill já chegou a promover uma série de etapas do Circuito Mundial WQS pelos mares mais gelados do mundo, como no Canadá, Nova Zelândia, Escócia, mas o O´Neill SP Prime na Praia de Maresias será o primeiro grande evento da marca no Brasil.

Apresentado pelo Guaraná Antarctica, o O´Neill SP Prime foi realizado com patrocínio da Gillette Body, do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, e da SABESP, além do importante apoio da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Federação Paulista de Surf, Associação de Surf da Grande São Paulo, Associação de Surf de São Sebastião e Associação de Surf de Maresias. A Revista Fluir, o site Waves, o canal ESPN Brasil e a Rádio 89 FM, foram os parceiros de mídia do evento homologado pela ASP South America como a sexta das oito etapas com status Prime do ASP Qualification Series 2014. Transmissão ao vivo na internet pelo www.oneillspprime.com 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO O´NEILL SP PRIME:
Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,04 pontos (notas 9,87+9,17) - US$ 40.000 e 6.500 pontos
Vice-campeão: Matt Banting (AUS) com 15,40 pontos (7,73+7,67) - US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar com US$ 11.000 e 4.225 pontos:
1.a: Matt Banting (AUS) 14.27 x 9.53 Italo Ferreira (BRA)
2.a: Filipe Toledo (BRA) 18.43 x 3.93 Carlos Munoz (CRI)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar com US$ 7.000 e 3.320 pontos:
1.a: Matt Banting (AUS) 14.87 x 10.80 Wiggolly Dantas (BRA)
2.a: Italo Ferreira (BRA) 16.54 x 8.17 Julian Wilson (AUS)
3.a: Carlos Munoz (CRI) 11.60 x 11.17 Nathan Hedge (AUS)
4.a: Filipe Toledo (BRA) 15.67 x 9.77 Jack Freestone (AUS)

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 - 29 etapas:
1.o: Filipe Toledo (BRA) - 19.420 pontos
2.o: Matt Banting (AUS) - 17.920 - 1.o do G-10
3.o: Wiggolly Dantas (BRA) - 16.465 - 2.o do G-10
4.o: Jadson André (BRA) - 16.240
5.o: Italo Ferreira (BRA) - 14.505 - 3.o do G-10
6.o: Adriano de Souza (BRA) - 12.089
7.o: Adam Melling (AUS) - 11.410 - 4.o do G-10
8.o: Tomas Hermes (BRA) - 11.180 - 5.o do G-10
9.o: Keanu Asing (HAV) - 11.120 - 6.o do G-10
10: Julian Wilson (AUS) - 10.885
11: Jack Freestone (AUS) - 10.373 - 7.o do G-10
12: Jessé Mendes (BRA) - 10.170 - 8.o do G-10
13: Joan Duru (FRA) - 9.650 - 9.o do G-10
14: Charles Martin (GLP) - 9.575 - 10.o do G-10
--------próximos sul-americanos até 100:
18: Willian Cardoso (BRA) - 9.285 pontos
34: Heitor Alves (BRA) - 6.620
37: Caio Ibelli (BRA) - 6.350
39: Peterson Crisanto (BRA) - 6.040
42: Santiago Muniz (ARG) - 5.890
43: Alex Ribeiro (BRA) - 5.770
45: Michael Rodrigues (BRA) - 5.530
60: Alejo Muniz (BRA) - 4.560
61: David do Carmo (BRA) - 4.405
62: Krystian Kymerson (BRA) - 4.397
63: Ian Gouveia (BRA) - 4.345
65: Marco Fernandez (BRA) - 4.320
77: Hizunomê Bettero (BRA) - 3.222
78: Raoni Monteiro (BRA) - 3.200
79: Bino Lopes (BRA) - 3.180
83: Jean da Silva (BRA) - 3.100
95: Lucas Silveira (BRA) - 2.689 

98: Deivid Silva (BRA) - 2.636


Por:João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America

Filipe Toledo, O´Neill SP Prime em Maresias, Filipe Toledo é o campeão do O´Neill SP Prime em Maresias