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Melhores surfistas do mundo já escalados para estrear no Oi Rio Pro

A etapa brasileira da World Surf League tem novo patrocínio cota naming da Oi e será apresentada pela Corona no Postinho da Barra da Tijuca, com uma estrutura alternativa no Meio da Barra para usar onde estiverem as melhores ondas no período de 11 a 22 de maio

 

[caption id="attachment_2009" align="aligncenter" width="500"]Gabriel Medina Gabriel Medina Foto:Daniel Smorigo / WSL Melhores surfistas do mundo já escalados para estrear no Oi Rio Pro[/caption]

Os melhores surfistas do mundo já estão escalados para estrear no Oi Rio Pro, a nova etapa brasileira da World Surf League que começa em 11 de maio na capital do Rio de Janeiro, se o mar na Barra da Tijuca estiver com boas ondas no Postinho ou no Meio da Barra. O campeão Gabriel Medina faz sua primeira apresentação no Brasil depois do título mundial na quarta bateria, com o também paulista Wiggolly Dantas e o americano C. J. Hobgood. Já Adriano de Souza entra na sexta com a camisa amarela de número 1 do ranking 2015 numa bateria brasileira, com o potiguar Italo Ferreira e um dos dois convidados da etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour no Rio de Janeiro, que ainda não foram anunciados.

O bom momento dos brasileiros no Circuito Mundial promete lotar a Barra da Tijuca mais uma vez. O número 3 do ranking, Filipe Toledo, que venceu a etapa de abertura da temporada na Gold Coast, está em outra bateria com participação dupla do Brasil na primeira fase do Oi Rio Pro, a décima com o também paulista Miguel Pupo e o australiano Matt Banting. Os dois seguiram as carreiras de pais famosos nos primeiros anos do Circuito Brasileiro na década de 90, o bicampeão Ricardo Toledo e Wagner Pupo. São grandes amigos, viajam juntos, mas só o primeiro colocado avança direto para a terceira fase, apesar de que os derrotados têm uma segunda chance de classificação. Eles também estrearam juntos na etapa passada, em Margaret River, com Miguel aumentando para 3 a 1 o número de vitórias sobre Filipe em baterias da divisão de elite do esporte.

Os únicos brasileiros que vão competir contra dois surfistas de outros países na rodada inicial do Oi Rio Pro, são o potiguar Jadson André e um dos convidados da histórica 25.a edição da capital carioca como sede de etapas válidas pelo título mundial, em plena comemoração dos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro. Jadson foi escalado para abrir o campeonato, com o australiano Taj Burrow e o havaiano Dusty Payne no primeiro confronto do dia. E o convidado da organização do evento vai completar a quinta bateria, encabeçada pelo tricampeão mundial e vice-líder do ranking 2015, Mick Fanning, e do havaiano Fredrick Patacchia. O outro vai para a sexta, que já têm dois brasileiros, Adriano de Souza fazendo a sua primeira defesa da liderança do ranking e Italo Ferreira.

CAMISA VERDE-AMARELA - Será a primeira vez que Mineirinho competirá com a lycra amarela de número 1 da corrida pelo título mundial, que ele tirou do australiano Mick Fanning quando derrotou Kelly Slater em seu caminho até a vitória no Drug Aware Margaret River Pro, que fechou a "perna australiana" do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Desde que ela foi implantada no ano passado para identificar o líder do ranking, justamente no Rio de Janeiro com Gabriel Medina sendo o primeiro a vesti-la, apenas em duas etapas ela não foi usada por brasileiros e já está quase ficando "verde-amarela".

O onze vezes campeão mundial Kelly Slater, saiu do Brasil com ela ao chegar as semifinais do ano passado no Postinho da Barra da Tijuca. Mas, só competiu de lycra amarela na etapa seguinte, pois Medina recuperou a primeira posição no ranking com o título nos tubos das Ilhas Fiji e não largou mais até confirmar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial em Banzai Pipeline, no Havaí.

Medina começou a temporada 2015 com ela e passou para Filipe Toledo, que venceu o primeiro desafio do ano na Gold Coast. Em Bells Beach, com a vitória sobre Adriano de Souza no desempate, o australiano Mick Fanning assumiu a ponta. Mas, Mineirinho fez outra final na Austrália e ganhou o Drug Aware Margaret River Pro para competir no Brasil com a lycra amarela de número 1 do mundo.

DUAS BRASILEIRAS NO OI RIO PRO - Enquanto no masculino a "seleção brasileira" na elite dos top-34 tem sete surfistas, entre as meninas a única representante entre as top-17 que disputam o título mundial da World Surf League é a cearense Silvana Lima. Mas, outra brasileira também vai competir no Oi Rio Pro como convidada da organização da etapa brasileira no Rio de Janeiro. E já vai ter que encarar a melhor surfista do ano na terceira bateria, Carissa Moore, que fez três finais na Austrália e ganhou duas, além da australiana Dimity Stoyle. E Silvana Lima está na quinta com duas norte-americanas, Courtney Conlogue que acabou com a invencibilidade da havaiana em Margaret River e Sage Erickson.

Em todos os dias do prazo do Oi Rio Pro, de 11 a 22 de maio, a comissão técnica do evento se reúne nas primeiras horas da manhã para analisar as condições do mar e decidir se haverá competição, por qual categoria vai começar, ou se ela será adiada para aguardar por melhores ondas na Barra da Tijuca. Também será definido onde vai ser o show dos melhores surfistas do mundo, se no palco principal instalado nas ondas do Postinho, ou se na estrutura alternativa no Meio da Barra, próximo ao Posto 6.

Para assistir o espetáculo, ninguém paga nada, é só escolher o melhor lugar na areia para ver de perto as grandes estrelas do esporte na única passagem do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour pela América do Sul. Se o primeiro dia começar pela categoria masculina, Jadson André abre a quarta etapa da temporada com o australiano Taj Burrow e o havaiano Dusty Payne, com Kelly Slater já estreando na segunda bateria do dia, com o também norte-americano Brett Simpson e o francês Jeremy Flores. Se a comissão técnica decidir iniciar pelas meninas, a primeira bateria do Oi Rio Pro será entre a norte-americana Lakey Peterson, a sul-africana Bianca Buitendag e a havaiana Alessa Quizon.

Oi Rio Pro é apresentado pela Corona com patrocínio da Oi, Samsung, Riotur, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, com a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Lei de Incentivo ao Esporte, além da Jeep, Go Pro, Coppertone e Guaraná Antarctica. A etapa brasileira do WCT será transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

A OI E O ESPORTE - A Oi tem longo histórico de apoio ao esporte, com patrocínios a grandes eventos, equipes e atletas. A Oi foi uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, também apostou no basquete patrocinando o NBA Global Games Rio 2014 e o torneio NBA 3X com o Oi Galera, que tem como embaixador o campeão mundial Gabriel Medina. Neste ano, já patrocinou os Jogos Cariocas de Verão e o Oi Bowl Jam de skate e o incentivo da Oi a projetos esportivos, principalmente de esportes radicais e urbanos, é um dos pilares de investimento de marketing da Oi. A companhia tem grande expertise na participação, seja com patrocínio ou prestação de serviços de telecomunicações, em grandes competições realizadas no país e a etapa brasileira da World Surf League é mais uma delas.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.

PRIMEIRA FASE DO OI RIO PRO - Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:
1.a: Taj Burrow (AUS), Jadson André (BRA), Dusty Payne (HAV)
2.a: Kelly Slater (EUA), Jeremy Flores (FRA), Brett Simpson (EUA)
3.a: John John Florence (HAV), Adrian Buchan (AUS), Ricardo Christie (NZL)
4.a: Gabriel Medina (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), C. J. Hobgood (EUA)
5.a: Mick Fanning (AUS), Fredrick Patacchia (HAV), convidado do Oi Rio Pro
6.a: Adriano de Souza (BRA), Italo Ferreira (BRA), convidado do Oi Rio Pro
7.a: Josh Kerr (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Keanu Asing (HAV)
8.a: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Glenn Hall (IRL)
9.a: Nat Young (EUA), Kolohe Andino (EUA), Adam Melling (AUS)
10.a: Filipe Toledo (BRA), Miguel Pupo (BRA), Matt Banting (AUS)
11.a: Julian Wilson (AUS), Michel Bourez (TAH), Matt Wilkinson (AUS)
12.a: Joel Parkinson (AUS), Owen Wright (AUS), Kai Otton (AUS)

PRIMEIRA FASE FEMININA OI RIO PRO - Vitória=Terceira Fase / 2.a e 3.a=Segunda Fase:
1.a: Lakey Peterson (EUA), Bianca Buitendag (AFR), Alessa Quizon (HAV)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Johanne Defay (FRA), Laura Enever (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV), Dimity Stoyle (AUS), convidada do Oi Rio Pro
4.a: Tyler Wright (AUS), Coco Ho (HAV), Keely Andrew (AUS)
5.a: Courtney Conlogue (EUA), Silvana Lima (BRA), Sage Erickson (EUA)
6.a: Malia Manuel (HAV), Tatiana Weston-Webb (HAV), Nikki Van Dijk (AUS)

TOP-22 NO RANKING DA WORLD SURF LEAGUE - após as 3 etapas na Austrália:
1.o: Adriano de Souza (BRA) - 24.500 pontos
2.o: Mick Fanning (AUS) - 16.950
3.o: Filipe Toledo (BRA) - 15.700
4.o: Julian Wilson (AUS) - 14.950
5.o: Nat Young (EUA) - 14.750
6.o: Taj Burrow (AUS) - 13.450
7.o: Josh Kerr (AUS) - 12.250
8.o: John John Florence (HAV) - 11.500
9.o: Kelly Slater (EUA) - 10.950
9.o: Jordy Smith (AFR) - 10.950
9.o: Owen Wright (AUS) - 10.950
12.o: Miguel Pupo (BRA) - 8.750
13.o: Jeremy Flores (FRA) - 8.500
14.o: Joel Parkinson (AUS) - 7.500
14.o: Sebastian Zietz (HAV) - 7.500
16.o: Gabriel Medina (BRA) - 7.450
17.o: Jadson André (BRA) - 6.250
17.o: Matt Wilkinson (AUS) - 6.250
17.o: Glenn Hall (IRL) - 6.250
17.o: Italo Ferreira (BRA) - 6.250
21.o: Michel Bourez (TAH) - 6.200
21.o: Bede Durbidge (AUS) - 6.200
21.o: Wiggolly Dantas (BRA) - 6.200

Adriano de Souza garantiu a liderança do ranking mundial

Adriano de Souza garantiu a lycra amarela de número 1 do mundo com a classificação para as semifinais do Drug Aware Margaret River Pro na vitória sobre Kelly Slater

[caption id="attachment_1959" align="aligncenter" width="500"]Adriano De souza wsl Adriano De souza(BRA) Kirstin Scholtz / WSL[/caption]

O paulista Adriano "Mineirinho" de Souza, 28 anos, vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking mundial no Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, nos dias 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A liderança foi confirmada em grande estilo, com a classificação para as semifinais do Drug Aware Margaret River Pro, derrotando Kelly Slater, 43, na última bateria do sábado de grandes ondas de 8-12 pés em Main Break. Mineirinho já atingiu imbatíveis 21.000 pontos no ranking e vai disputar a segunda vaga para a grande final contra o surfista local de Margaret River, Taj Burrow, 36. A primeira será entre o havaiano John John Florence, 22, e o norte-americano Nat Young, 23 anos.

"Eu fiquei realmente aliviado quando vi entrando aquela onda enorme, porque eu sabia que o Kelly (Slater) não estava bem posicionado para ela, mas foi muito difícil", disse Adriano de Souza, sobre a onda que tirou sua maior nota na bateria, 8,90. "Estou muito feliz pelo que aconteceu nesta competição até agora. Tem sido maravilhoso surfar Main Break e The Box com ondas enormes assim e principalmente ter sobrevivido nestas condições realmente desafiadoras. Agora quero recarregar as energias para vir focado de novo para as semifinais, pois vou competir contra um local, que é o Taj Burrow, que vem surfando muito bem e é sempre um adversário difícil de bater".

O maior ídolo do esporte em todos os tempos abriu a bateria contra Adriano já tentando um tubaço numa direita monstruosa que fechou, felizmente para o brasileiro. Mineirinho demorou um pouco para pegar sua primeira onda, mas escolheu bem e ela abriu para ele desferir três manobras potentes que valeram nota 6,83. Slater tentou dar o troco, mas errou de novo na escolha, enquanto Mineirinho respondia com outra onda melhor ainda que a primeira para fazer grandes manobras e arrancar nota 8,90 dos juízes. O onze vezes campeão mundial ainda fez três tentativas sem sucesso, chegando até a quebrar sua prancha numa queda terrível em uma onda gigante. Slater só conseguiu surfar mesmo a última onda que pegou e valeu nota 7,13 para sair da "combination", que no surfe é como ganhar de goleada no futebol, quando o adversário precisa de mais de 10 pontos para reverter o resultado que foi encerrado em 15,73 a 9,96 pontos.

Adriano de Souza realmente aprendeu a ganhar baterias de Kelly Slater nos últimos anos. Esta foi a 22.a vez que eles se enfrentaram em etapas do WCT desde 2004 e o brasileiro ganhou nove das dez últimas que disputaram. No começo, foi o norte-americano quem venceu nove seguidas, até Adriano conseguir a sua primeira em 2009, nas semifinais da extinta prova de Mundaka, na Espanha. No ano seguinte, Slater venceu mais duas, porém de 2011 até o sábado em Margaret River, só dá Mineirinho. Uma das mais marcantes para o brasileiro foi na decisão do título do Rip Curl Pro Peniche de 2011 em Portugal, com um mar clássico em Supertubos. O placar entre eles agora está em 12 a 10, ainda a favor de Kelly Slater.

Diferente dos outros dias, em que a competição iniciava em The Box, no sábado a quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro já começou em Main Break, que bombava séries perfeitas de mais de 3 metros de altura, formando lindos tubos e paredes limpas para grandes manobras dos melhores surfistas do mundo. Adriano de Souza precisou enfrentar as difíceis condições do mar três vezes, pois perdeu a primeira chance de classificação para as quartas de final para o mesmo Taj Burrow que vai voltar a enfrentar nas semifinais. O australiano mostrou todo o seu grande conhecimento do pico para vencer esta bateria e também a quarta de final contra o único surfista que ainda tinha chance matemática de tirar a liderança do ranking do brasileiro, Julian Wilson.

"Estou muito contente por estar nas semifinais deste evento e principalmente porque está dando altas ondas", disse Taj Burrow. "Fico muito orgulhoso por isso, pois deu grandes ondas todos os dias aqui em Main Break e em The Box, então ver todos esses caras dando um show parece irreal para mim. Eu não sinto qualquer pressão por ser local daqui, pelo contrário, eu só quero entrar lá para surfar boas ondas e me divertir, pois assim os resultados vêm na sequência, como uma espécie de bônus".

Julian competiu com Taj e Mineirinho na primeira rodada classificatória para as quartas de final que abriu o sábado de cenário perfeito em Margaret River, com Sol, céu azul, praia lotada e mar clássico, com direitas e esquerdas adrenalizantes rolando durante todo o dia. Antes de perder para Burrow, Wilson tinha vencido uma bateria espetacular em outro duelo australiano com Owen Wright por incríveis 19,06 pontos de 20 possíveis.

Foi o maior placar do dia e só não superou os 19,50 da nota 10 de Kelly Slater na sexta-feira também em Main Break. A única chance de Julian Wilson tirar a ponta do ranking de Adriano de Souza era vencer o Drug Aware Margaret River Pro, mas parou nas quartas de final. Assim como contra Slater, Mineirinho competiu muito bem na quinta fase, despachando o vice-campeão desta etapa no ano passado, Josh Kerr, por 14,83 a 10,66 pontos.

QUARTAS DE FINAL - As quartas de final foram iniciadas logo após esta bateria, com o havaiano John John Florence barrando a grande surpresa do evento, o surfista local Jay Davies, que já havia eliminado dois campeões mundiais, o atual Gabriel Medina e Mick Fanning, que perdeu a liderança do ranking com esta derrota na terceira fase. Os dois deram um show nas ondas e John John garantiu a primeira classificação para as semifinais por 17,87 a 13,84 pontos. O adversário do havaiano será o californiano Nat Young, que no duelo seguinte parou o defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, o taitiano Michel Bourez, por 14,60 a 11,23. Depois, Taj Burrow surfou de forma impressionante para derrotar Julian Wilson por 16,27 a 13,67 antes de Adriano de Souza e Kelly Slater disputarem o último confronto do dia.

FEMININO ADIADO - Depois de fecharem a sexta-feira igualmente de grandes ondas em Main Break, as meninas não competiram no sábado. As seis primeiras colocadas no ranking confirmaram o favoritismo e venceram suas baterias, avançando direto para a terceira fase do Drug Aware Women´s Margaret River Pro. A brasileira Silvana Lima perdeu o penúltimo confronto do dia para a australiana Tyler Wright, que fez o maior placar das meninas, 16,74 pontos. A cearense agora vai enfrentar a havaiana Alessa Quizon na primeira rodada eliminatória da competição feminina para tentar avançar para a terceira fase.

A primeira chamada do domingo foi marcada para as 6h45 na Austrália, 19h45 do sábado pelo fuso horário de Brasília, O Drug Aware Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pela Fox Sports para a Austrália, com coberturas especiais também pelo MCS Extreme na França, EDGE Sports na China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios, com a TV Globo sendo a nova parceira da World Surf League no Brasil.

SEMIFINAIS DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO - 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000:
1.a: John John Florence (HAV) x Nat Young (EUA)
2.a: Adriano de Souza (BRA) x Taj Burrow (AUS)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000 de prêmio:
1.a: John John Florence (HAV) 17.87 x 13.84 Jay Davies (AUS)
2.a: Nat Young (EUA) 14.60 x 11.23 Michel Bourez (TAH)
3.a: Taj Burrow (AUS) 16.27 x 13.67 Julian Wilson (AUS)
4.a: Adriano de Souza (BRA) 15.73 x 9.96 Kelly Slater (EUA)

QUINTA FASE - Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:
1.a: Jay Davies (AUS) 17.10 x 16.00 Jeremy Flores (FRA)
2.a: Michel Bourez (TAH) 14.70 x 11.50 Sebastian Zietz (HAV)
3.a: Julian Wilson (AUS) 19.06 x 13.00 Owen Wright (AUS)
4.a: Adriano de Souza (BRA) 14.83 x 10.66 Josh Kerr (AUS)

QUARTA FASE CLASSIFICATÓRIA - Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:
1.a: 1-John John Florence (HAV)=14.60, 2-Jeremy Flores (FRA)=13.73, 3-Michel Bourez (TAH)=6.77
2.a: 1-Nat Young (EUA)=16.93, 2-Sebastian Zietz (HAV)=7.90, 3-Jay Davies (AUS)=7.83
3.a: 1-Taj Burrow (AUS)=16.17, 2-Julian Wilson (AUS)=12.43, 3-Adriano de Souza (BRA)=12.30
4.a: 1-Kelly Slater (EUA)=13.17, 2-Josh Kerr (AUS)=7.10, 3-Owen Wright (AUS)=4.50

SEGUNDA FASE FEMININA - Vitória=Terceira Fase / Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos:
1.a: Bianca Buitendag (AFR) x Nikki Van Dijk (AUS)
2.a: Silvana Lima (BRA) x Alessa Quizon (HAV)
3.a: Malia Manuel (HAV) x Claire Bevilacqua (AUS)
4.a: Johanne Defay (FRA) x Sage Erickson (EUA)
5.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) x Laura Enever (AUS)
6.a: Coco Ho (HAV) x Dimity Stoyle (AUS)

PRIMEIRA FASE DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO WOMEN´S:
------------baterias que fecharam a sexta-feira:
1.a: 1-Lakey Peterson (EUA)=8.60, 2-Johanne Defay (FRA)=8.57, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=5.00
2.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=16.60, 2-Tatiana Weston-Webb (HAV)=13.50, 3-Alessa Quizon (HAV)=12.23
3.a: 1-Carissa Moore (HAV)=12.93, 2-Claire Bevilacqua (AUS)=5.60, 3-Coco Ho (HAV)=0.00
4.a: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=8.33, 2-Bianca Buitendag (AFR)=7.00, 3-Sage Erickson (EUA)=6.00
5.a: 1-Tyler Wright (AUS)=16.74, 2-Silvana Lima (BRA)=8.50, 3-Laura Enever (AUS)=5.23
6.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=15.54, 2-Malia Manuel (HAV)=13.67, 3-Dimity Stoyle (AUS)=3.20

SPEED RANKING DA WORLD SURF LEAGUE - após as quartas de final da 3.a etapa:
1.o: Adriano de Souza (BRA) - 21.000 pontos nas semifinais
2.o: Mick Fanning (AUS) - 16.950
3.o: Filipe Toledo (BRA) - 15.700
4.o: Julian Wilson (AUS) - 14.950
5.o: Nat Young (EUA) - 14.750 nas semifinais
6.o: Taj Burrow (AUS) - 13.450 nas semifinais
7.o: Josh Kerr (AUS) - 12.250
8.o: Kelly Slater (EUA) - 10.950
8.o: Jordy Smith (AFR) - 10.950
8.o: Owen Wright (AUS) - 10.950
11.o: John John Florence (HAV) - 10.000 nas semifinais
12.o: Miguel Pupo (BRA) - 8.750
13.o: Jeremy Flores (FRA) - 8.500
14.o: Joel Parkinson (AUS) - 7.500
14.o: Sebastian Zietz (HAV) - 7.500
16.o: Gabriel Medina (BRA) - 7.450
17.o: Jadson André (BRA) - 6.250
17.o: Matt Wilkinson (AUS) - 6.250
17.o: Glenn Hall (IRL) - 6.250
17.o: Italo Ferreira (BRA) - 6.250
21.o: Michel Bourez (TAH) - 6.200
21.o: Bede Durbidge (AUS) - 6.200
21.o: Wiggolly Dantas (BRA) - 6.200

Por:João Carvalho

Rip Curl Pro Argentina com QS 1500 e Pro Junior em Mar del Plata

Mais de 100 surfistas representando 13 países já confirmaram presença na primeira etapa válida pelo World Surf League Qualifying Series 2015 na América do Sul este ano


Florianópolis, Santa Catarina (Quarta-feira, 25/mar/15) - A Playa Grande de Mar del Plata vai receber pelo terceiro ano consecutivo o Rip Curl Pro Argentina, mas com uma nova atração para o público nesta temporada. Além da etapa do WSL Qualifying Series que já acontecia, será realizada a segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf Legue, com os melhores surfistas de até 20 anos de idade do continente. O prazo do Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata começa neste sábado, mas o primeiro QS 1500 do ano só em 31 de março, com término no dia 5 de abril na Playa Grande. Esta etapa também abre a disputa pelo título sul-americano profissional da WSL South America. O campeão de 2014 foi o brasileiro Alex Ribeiro, com sua campanha sendo iniciada com vitória na Argentina.

O número de participantes do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina já ultrapassou a casa dos 100 inscritos, representando 13 países. A maioria é do Brasil com 56 surfistas e Alex Ribeiro está confirmado para defender o título em Mar del Plata. A Argentina forma o segundo maior pelotão com 17, seguido pelo Peru (10), Chile (5), Havaí (3), Estados Unidos (2), França (2), Espanha (1), África do Sul (1), Equador (1), Costa Rica (1) e as ilhas francesas Reunião (1) e São Bartolomeu (1). A vitória vale 1.500 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series e 1.000 pontos para o sul-americano da WSL South America.

O Rip Curl Pro Argentina é organizado pelo Biologia Club e pela ASA (Associação de Surf Argentina) e terá duas estruturas montadas na Playa Grande, para ser disputado na que estiver apresentando as melhores ondas. O palco principal é Biologia e o alternativo em Escollera Norte. No total, serão distribuídos 62.500 dólares para os mais bem colocados nas três provas, sendo 50.000 dólares para o QS 1500, 10.000 dólares para o Pro Junior masculino e 2.500 dólares para o Pro Junior feminino.

Os brasileiros dominaram os pódios nas duas outras edições do Rip Curl Pro Argentina. Na estreia do evento em 2013, o paranaense Jihad Kohdr conquistou o título na final contra o catarinense Matheus Navarro (2.o lugar), o paulista David do Carmo (3.o) e o baiano Marco Fernandez (4.o). O melhor argentino na competição foi Marcelo Rodriguez, que parou nas semifinais e ficou em sétimo lugar. E no ano passado, todos os semifinalistas foram do Brasil e o paulista Alex Ribeiro foi o campeão derrotando o cearense Messias Felix (2.o), o paulista Hizunomê Bettero (3.o) e o baiano Franklin Serpa (4.o) na última bateria do campeonato.

RIP CURL ARGENTINA - Dois atletas da Equipe Rip Curl Argentina são as grandes apostas para a primeira vitória em casa. Leandro "Lele" Usuna é de Mar del Plata, mas viveu 10 anos na Califórnia, o berço do estilo de vida do surfe na costa oeste dos Estados Unidos. Anos de trabalho e de formação o levou ao topo quando conquistou o título de campeão mundial de 2014 pela International Surfing Association (ISA), em Punta Rocas, no Peru.

A vitória de Lele foi a segunda de um argentino na ISA nos últimos quatro anos, pois Santiago Muniz, que mora no Brasil, já havia sido campeão mundial em 2011. Mas, desta vez foi com um tempero adicional, com Leandro Usuna obtendo a maior pontuação da competição e de toda a história da ISA de uma bateria final, com 18,53 pontos de 20 possíveis.

O foco da jóia do surfe argentino agora é entrar no seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo que disputam o World Surf League Championship Tour. Com o seu treinador, John Baldino, Leandro Usuna começou o ano treinando no Havaí e está preparado para brigar por uma das dez vagas do WSL Qualifying Series. A batalha em Mar del Plata é pelos 1.500 pontos da vitória no Rip Curl Pro Argentina.

Enquanto isso, Lucia Cosoleto, originalmente de Buenos Aires, descobriu a sua paixão pelo surfe aos 7 anos de idade e fez do esporte o seu estilo de vida. De Mar del Plata, ela já foi competir na Indonésia e nas praias da Austrália, buscando experiência para conseguir destaque no cenário internacional do esporte. Cosoleto é uma das grandes promessas do surfe feminino argentino e se preparou para disputar o circuito sul-americano Pro Junior deste ano.


PRO JUNIOR - O Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata será a segunda das quatro seletivas da WSL South America para o Mundial Pro Junior da World Surf League. A primeira foi o Rip Curl Pro Junior Series San Bartolo no Peru e os atuais campeões sul-americanos, o brasileiro Deivid Silva e a peruana Miluska Tello, largaram na frente na corrida pelo bicampeonato. Assim como no Peru, as vitórias na Playa Grande de Mar del Plata valem 1.000 pontos para o ranking. Cerca de 90 surfistas já estão inscritos para competir na Argentina, sendo 64 na categoria masculina e 14 na feminina.